SERÁ CULTURA ? SERÁ CRIME ?

Sou um acérrimo defensor do incondicional direito à vida; e quando me deparo com práticas “culturais” que passam pelo sofrimento e consequente morte de animais não fico indiferente.

Este escrito de opinião é lançado no seguimento de uma decisão corajosa da Assembleia Municipal do Concelho de Póvoa de Varzim. Pesa embora o facto de não ser um especial “simpatizante” de políticos, devo enaltecer a coragem que a Assembleia Municipal e Autarquia da Póvoa de Varzim tiveram, em deliberar, pelo fim das touradas no respectivo concelho.

A notícia poderá ser lida aqui: https://radioregional.pt/povoa-de-varzim-declara-o-fim-das-touradas/

Levar esta decisão à prática, será talvez o passo mais difícil, dado que as organizações que apoiam as touradas já vieram dizer que vão lutar contra esta decisão.

Mas a questão que se impõe reflectir, prende-se com a classificação destes “espectáculos” como manifestações culturais enraizados história Portuguesa ?

Eu não me revejo nesse argumento, nem a história se pode impedir a natural evolução da sociedade e dos novos valores da humanidade; pois se assim não fosse,  ainda hoje a “história” seria argumento para justificar práticas inaceitáveis aos olhos da humanidade,

A “cultura”, quando se manifesta de forma bárbara e grotesca, tem um prazo de validade; e a tourada já não tem espaço aos olhos dos valores e direitos fundamentais da sociedade actual.

A “tourada” é, no meu entender, uma prática criminosa, animalesca e inaceitável; que não pode ter qualquer regime de excepção nem contemplação.  Pelo que, seja qual for o desporto que se apresente como promotor da violência e consequente sofrimento/morte animal deve ser imediatamente irradiado desta sociedade.

Nota: O autor deste artigo não reconhece o acordo ortográfico.

2 Responses

  1. Paula Vidinhas diz:

    Essa gente mete nojoooo sempre quero ver se as touradas acabam mesmo ou se é so conversa.

  2. António Carlos diz:

    Acreditam nisso? Os politicos nao deixam acabar com essa mama…

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